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A FARSA DAS URNAS ELETRÔNICAS

A FARSA DAS URNAS ELETRÔNICAS

Companheiras (os),

a maioria de vocês já teve o prazer de utilisar as urnas eletrônicas. E também, para a maioria de vocês, elas são as famosas caixas pretas como diziam os Físicos, para designar determinados aparelhos, nos laboratórios de física experimental, com relação aos quais se sabe para que eles servem e, como são utilisados, no entanto, sem que a pessoa tenha a mínima idéia de como funciona. 

Parece-me que com as urnas eletrônicas, às vezes, a coisa funciona também, mais ou menos assim.  As que estão sendo utilisadas no Brasil até hoje, pertencem à chamada primeira geração. Você dá o seu voto digital, mas, depois é uma questão de crença na tecnologia e, naqueles que criaram o respectivo software, pois vocês não têm mais condições de confirmar ou não o voto dado. Uma série de fraudes já foram constatadas  pelo Brasil afora, sendo o caso do Maranhão e de Alagoas uns dos mais conhecidos. 

As urnas eletrônicas apresentam não somente problemas de órdem técnico, como também de órdem jurídica, em função do autoritarismo e da falta de transparência por parte das autoridades eleitorais. O próprio Ministério Público responsável pelo bom funcionamento destas urnas, geralmente só aparece para dar a sua assinatura no relatório final elaborado pelas autoridades eleitorais.

O deputado Ulisses Guimarães já denunciou num plenário da Câmara de Deputados, as irregularidades existentes com relação ao uso destas urnas, considerando a forma como estão sendo usadas como um caso de polícia. Vejam o vídeo respectivo, no site abaixo:



O engenheiro, informático, Amilcar Brunazo Filho, um dos grandes especialistas brasileiros sobre urnas eletrônicas, nos dá, por sua vez, sua opinião abalizada sobre os inúmeros problemas de segurança que as afetam, expondo o que ele considera como sendo a verdade sobre as urnas eletrônicas:

 


Atualmente, já existem urnas eletrônicas da segunda geração, onde o voto digital dado é impresso e, o qual depois que você o confere, o coloca numa urna a parte. Ou seja, em caso de de dúvidas com relação ao resultado da urna, ele pode ser conferido com o da urna. Estas urnas já estão sendo utilisadas em muitos países no mundo inteiro, com exceção da Índia e do Brasil. De acordo com o art. 5° da Lei 12034/2009 estas urnas só serão introduzidas no Brasil em 2014. 

Companheiras (os), como vocês podem notar, as nossas urnas eletrônicas são bem práticas, mas ao mesmo tempo, ainda deixam muito a desejar.

Abraços,

Laizio.

PS 1. O site do Ulisses foi enviado pelo Companheiro Rainho.

PS 2. Com relação à segurança dos dados nas urnas eletrônicas, nós encontramos também, os seguintes relatórios técnicos já emitidos por diferentes instituições brasileiras:

Segurança das urnas eletrônicas 
 

Relatórios técnicos que analisam a questão da segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras foram produzidos desde 2002 pelas seguintes instituições: 

Relatórios Técnicos sobre as Urnas Eletrônicas Brasileiras ano nome de referência autores financiado por status 

2002 Relatório UNICAMP [6] 8 professores da Unicamp TSE público 
2002 Relatório COPPE [7] 4 professores da COPPE-UFRJ PT público 
2003 Relatório SBC [8] 2 professores da UFMG e da UFSC SBC / TSE público 
2004 Relatório BRISA pesquisadores da Associação BRISA TSE secreto 
2006 Relatório Alagoas-2006 [9] 1 professor do ITA PTB-AL público 
2008 Relatório FACTI-CENPRA pesquisadores do CTI-MCT TSE secreto 
2009 Relatório CMTSE [10] 4 pesquisadores do Comitê Multidisciplinar do TSE TSE público 
2010 Relatório CMind [11] 10 profissionais do Comitê Multidisciplinar Independente autores público 

Em 2002, o Relatório Unicamp[6], encomendado pelo TSE e assinado por oito professores-doutores da instituição, concluiu (seção 6., pág 46) que: 

    "O sistema eletrônico de votação atende às exigências fundamentais do processo eleitoral, ou seja, o respeito à expressão do voto do eleitor e a garantia do seu sigilo." 

Ao longo do relatório, os pesquisadores de Campinas afirmaram (seção 6., pág 45) que o sistema é confiável e robusto mas também dizem (seção 4.3, pág 25): 

    "não há mecanismos simples e eficazes que permitam que representantes de algum partido, em qualquer lugar do país, possam confirmar que os programas usados na UE correspondem fielmente aos mesmos que foram lacrados e guardados no TSE" 

Os quesitos que foram apresentados pelos assistentes técnicos do Senado [12] não foram respondidos pelos autores e, em seu final, o Relatório Unicamp apresenta 8 sugestões de aperfeiçoamento da segurança do sistema (seção 5., pág 37) sendo que justamente a sugestão para dar independência aos fiscais na conferência do software instalado (seção 5.5, pág 41), nunca foi atendida pelo TSE. 

Por todos esses motivos o Relatório Unicamp é, desde então, é uma das referências mais polêmicas para o estudo do tema segurança das urnas eletrônicas, tendo recebido diversas críticas, por suas ambiguidades e contradições, na imprensa - ver Marta Salomon, Silvana Freitas e Diego Escosteguy - e no meio acadêmico - ver Marco Aurélio Aydos (procurador da república), Roberto Romano (Unicamp), Dr. Jorge Stolfi (Unicamp), Pedro Rezende (UnB) e ainda no Relatório SBC (seção 1,4) e no livro Burla Eletrônica (introdução). 
Centro de depósito de urnas do Fórum Eleitoral da Bahia, em Feira de Santana. 

O Relatório COPPE[7] foi encomendado pelo partido PT a 4 professores da Fundação COPPETEC da UFRJ para, com a devida permissão do TSE, avaliar o software usado nas urnas eletrônicas em 2002. Entre as conclusões desse estudo, consta (seção III.1, pág 9): 

    "Foi utilizado um processo de desenvolvimento de software bastante ad-hoc e imaturo, o que em geral conduz a produtos de qualidade imprevisível" 

    "O sistema não estava pronto e nem havia sido testado e homologado quando foi apresentado aos partidos políticos" 

    "Não se pode fazer afirmativas sobre a confiabilidade do produto quanto a falhas" 

O Relatório SBC[8] foi o fruto de um acordo em 2002 entre TSE e a SBC que levou um professor da UFMG e outro da UFSC para avaliar a confiabilidade do sistema informatizado de eleições brasileiro. Entre as conclusões desse estudo, consta (capítulo 4, pág 28/29): 

    "O projeto da urna não elimina a possibilidade de que a identidade do eleitor seja vinculada a seu voto" 

    "A transparência e a auditabilidade da urna deixam a desejar" 

    "A impressão do voto aumentaria muito a transparência e auditabilidade" 

O Relatório BRISA foi contratado pelo TSE à Associação BRISA em 2003 para apresentar um diagnóstico sobre o ambiente de TI na Justiça Eleitoral, mas o relatório foi mantido secreto. O engenheiro Carlos Rocha da Samurai, que liderou a equipe técnica que desenvolveu a urna eletrônica brasileira entre 1995 e 1998, reconhecida em 1997, por apresentar significativa inovação tecnológica, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.[13] apresenta os seguintes comentários sobre o Relatório BRISA: 

    "Um relatório de 1.600 páginas mostrou o grave quadro de processos não conformes com as melhores práticas. Hoje, os processos da automação eleitoral brasileira não seriam certificados nas normas ISO 27000" [14] 

    "O sistema de automação eleitoral brasileiro não atende às normas internacionais para a certificação ISO 27001 de um sistema de gestão de segurança da informação. Após 12 anos de operação da urna eletrônica, inexiste um processo de Auditoria em segurança da informação, essencial para a transparência das eleições democráticas." 

O Relatório CMTSE[10] e o Relatório CMind [11] também abordam a questão da adequação das urnas brasileiras às normas técnicas internacionais sobre eleições eletrônicas. O relatório da equipe do TSE afirma (seção 3.2, pág 10) que a norma Voluntary Voting System Guidelines - VVSG[1]: 

    "... advoga a tese de que todos os sistemas eletrônicos de votação em uso têm deficiências, mas que cada sistema é passível de medidas de mitigação dos riscos em cada caso. Desta forma, escolhida uma das tecnologias, há que se atentar para as salvaguardas como custo necessário da opção feita. Isso se aplica no caso brasileiro também, cujo sistema é do tipo conhecido como DRE (Direct Recording Electronic), sem impressão do voto" 

Mas esta opinião foi desmentida no Relatório CMind que, em seu Anexo 3, apresentou a tradução da Seção 2.4 da Introdução da norma VVSG, com o seguinte conteúdo: 

    "Um exemplo de sistema dependente do software são as máquinas DRE, que não estão conforme com estas normas" 

    "Todos os sistemas de votação precisam ser independentes do software para estar conformes com esta norma... Atualmente, os sistemas de votação que podem satisfazer a definição de independência do software usam o registros em papel conferível pelo eleitor como: digitalizadores ópticos em conjunto com votos escritos ou máquinas DRE com voto impresso" 

O Relatório Alagoas-2006[9] apresenta uma análise dos arquivos de LOG e de BU (boletins de urna) das urnas usadas na eleição de 2006 em Alagoas. Foram encontradas inconsistências de diversas naturezas nos registros de 35% das urnas, o que levou o autor a declarar (seção 15., pág 59): 

    "... há fortes evidências de que o funcionamento da urna como um todo, incluindo o Registro de Voto Digital por seção e sua totalização, poderia, em princípio, ter operado fora do esperado em Alagoas, com possibilidade real de contaminação acidental ou maliciosa... Em síntese, os dados colhidos neste estudo confirmam que se deve ter pouca confiança no resultado apurado, bem como na totalização realizada." 

O Relatório FACTI-CENPRA foi desenvolvido por pesquisadores do CTI-MCT contratados pelo TSE em 2008 (Contrato TSE 032/2008) para avaliar e propor melhorias na segurança das urnas eletrônicas, mas seu conteúdo foi mantido secreto como declarado na Informação nº 002/2008-STI/TSE, que pode ser vista no Anexo 1 do Relatório CMind. 

A Microbase, empresa que desenvolveu a solução de software da primeira urna eletrônica, modelo 1996, utilizada pelo TSE até 2006, considera que há elevado grau de insegurança na automação eleitoral brasileira e emitiu uma nota oficial[15] que, entre outras informações, alerta que 

    "a legislação em vigor que exige a auditoria de todos os programas-fonte do Sistema de Eleições Eletrônicas nunca foi adequada e rigorosamente obedecida pelo TSE, de modo a dar a necessária e devida credibilidade ao processo de Assinatura Digital e de Lacração dos Sistemas para as Eleições Oficiais" 

Em 25 de novembro de 2008, Especialistas em tecnologia dizem que urna eletrônica não é segura, em audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. 

O blog de Silvio Meira, professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco e diretor do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife foi local de um amplo debate sobre a insegurança da urna eletrônica, com a participação de Giuseppe Dutra Janino (Secretário de Informática do TSE), de representantes da Microbase e centenas de comentários.

domingo, 23 de maio de 2010

A FARSA DAS URNAS ELETRÔNICAS

 

 

RECEBIDO POR E-MAIL-DIVULGUEM!!!

PASSEM PARA A FRENTE, PRINCIPALMENTE PARA JORNALISTAS CONHECIDOS QUE SE INTERESSAM EM PESQUISAR A VERDADE

NOVO ESCÂNDALO POLÍTICO DEVE ESTOURAR A QUALQUER MOMENTO!!!

(A Notícia já vazou em Brasília. Agora falta um Roberto Jeferson da vida, colocar a boca no trombone ao também sentir-se prejudicado.)

 

Manipulação do sistema de votação (Software) da Urna Eletrônica em desenvolvimento (Ultra Secreto ) nos laboratórios de Tecnologia da Informação (TI) do governo visando a adulteração do resultado do pleito de Outubro de 2010, de modo a garantir a eleição de candidata de preferência do establishment sociopolítico dominante atual do Brasil.
http://rleite.files.wordpress.com/2008/10/a-urna.jpgEsse projeto secreto, conhecido no submundo petista como "Milagre da Multiplicação dos Pães" ou, em resumo "3 prá nóbis, 1 prá vóbis", se destina, através de um programa fraudulento ou malicioso previamente inserido no chip do computador que programa as urnas antes da operação chamada pelos técnicos de "inseminação das urnas", a computar sempre - para determinado(a) candidato(a) - 3 de cada 4 votos digitados, independentemente de qualquer que seja o candidato de preferência do eleitor, voto em branco, voto nulo, de forma a assegurar a sua eleição já no 1º turno.
Pasmem! A situação se agrava muitíssimo pelo fato de o TSE não permitir que os partidos políticos tenham acesso aos softwares que rodam na urna eletrônica ou são que usados na totalização, em parte preparados pela Agência Brasileira de Informações (ABIN) através de um órgão chamado Cepesc - especializado em criptografia - que ajuda ao Tribunal Superior Eleitoral - TSE desde os tempos do falecido SNI. Tudo acertado direitinho .... silenciosamente ... detalhadamente ... "legalmente" ... Não permitir a auditoria é uma evidência da fraude!
Agora, imaginem só: Se o governo está se lixando pro TSE, passando por cima de sua legislação com o totalitário rolo compressor do PT, com a escancarada antecipação da campanha eleitoral, o que o impediria de lançar mão de mais essas e outras maracutáias do seu vasto e infindável repertório de sujeiras, escândalos, maldades e ilegalidades para se garantir no poder por mais quatro anos?
Você pensa que essa é uma "patrulha anti-petista"? Então vá à página do Google e digite essas palavras: "Urna Eletrônica Fraude" e clique em "Pesquisar". Não vê quem não quer ver! Ou quem está satisfeito tirando proveito da situação...
A POSSIBILIDADE DE FRAUDES NAS URNAS ELETRÔNICAS UTILIZADAS NO BRASIL
Eu sei em quem votei. Eles também.
Mas só eles sabem quem recebeu meu voto.
As urnas eletrônicas brasileiras possuem falhas de segurança que podem alterar os resultados das eleições. Seu voto pode ser roubado.
Esta afirmação vem sendo sustentada desde 1996 pelo Fórum na Internet denominado Voto Seguro: www.votoseguro.org, organização composta por professores da USP, UNICAMP, UNB e École polytechnique, engenheiros, profissionais de informática, juristas, jornalistas, advogados, brasileiros das mais diversas áreas de atuação, apontando a necessidade de se ter mais confiabilidade e segurança nas urnas eletrônicas brasileiras a fim de garantir a lisura nas eleições.
Deste grupo surgiu o Manifesto de Professores e Cientistas, um ALERTA PARA A INSEGURANÇA DO SISTEMA ELEITORAL INFORMATIZADO, colhendo assinaturas para reivindicar a transparência, a confiabilidade e a segurança nas eleições : http://www.votoseguro.com/alertaprofessores
Em setembro de 2003 o grupo propôs ao TSE a realização de Testes de Penetração nas urnas eletrônicas. Houve recusa com a alegação de que as urnas, por definição, são seguras. Ora, a democracia de uma Nação não pode se basear apenas na palavra da Justiça Eleitoral e, se as Urnas Eletrônicas Atuais fossem realmente seguras, não haveria motivo algum para temer e/ou recusar a realização de tais testes.
Na verdade, os fatos apontam para uma realidade bastante preocupante.
Os fatos: Recentemente, a ONG americana Black Box Voting publicou o relatório do especialista Harri Hursti sobre os Testes de Penetração que realizou nas urnas eletrônicas fabricadas pela empresa Diebold o qual reforça a análise do Fórum do Voto Seguro. Nas palavras do Eng. Amilcar Brunazo Filho, Diretor Técnico da TD Tecnologia Digital Ltda:
"A conclusão básica destes relatórios é que existem falhas de segurança nos projetos e construção das máquinas de votar americana-canadenses da Diebold que permitem que o programa de votação possa ser adulterado para modificar o resultado da apuração dos votos.
Como a empresa Diebold possui quase 90% do mercado brasileiro de urnas eletrônicas, onde, com a marca Diebold-Procomp, produziu 375 mil das 426 mil urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições presidenciais brasileiras de outubro de 2006, se faz necessário analisar se as falhas de segurança apontadas nos Relatórios Hursti também existem nos modelos de urnas eletrônicas fornecidas ao Brasil."
O jornal baiano A TARDE publicou em 4 de junho de 2006, uma matéria sobre o acontecido nas eleições de 2002 na cidade de Salvador: o desaparecimento de 8.000 (oito mil) cartões de programação de urnas eletrônicas, que colocaram em risco a segurança do pleito na Bahia!! Este montante corresponde a 24% do eleitorado daquele estado e o fato foi totalmente omitido na ocasião.
Nada impede que o mesmo tenha acontecido em outras cidades. Nada impede que venha a se repetir nas eleições de 2006 ou seja, nosso voto pode ser roubado.
Em 11 de junho passado foi a vez do Jornal do Brasil informando que a Polícia Federal investiga possível fraude eleitoral na urna eletrônica no Rio, nas eleições de 2004. Dois políticos - um ex-deputado e um vereador - já foram indiciados por compra de votos, e outro político e um assessor de juiz eleitoral serão indiciados em breve. O processo segue em segredo de justiça.
Há ainda inúmeros casos documentados de fraudes eleitorais decorrentes de fragilidades do sistema, que não cabe detalhar neste documento.
Falhas de segurança encontradas nas urnas eletrônicas:
-O Sistema de inicilização (boot) pode ser modificado por software;
-Possibilidade de se modificar os programas internos por meios digitais externos;
-O Sistema Operacional (Windows CE) não possui recursos de segurança aceitáveis;
-Sistema de lacres físicos ineficiente e o gabinete fácil de abrir sem nada destruir;
-Possibilidade de se reconfigurar os recursos de segurança por meio de "jumpers" na placa-mãe;
-Presença de conector interno para cartões de memória "multimedia";
-O Botão externo de "teste de bateria" pode ser explorado em ataques disparados pelo eleitor.
Uma das formas de se fraudar, apresentada por Pedro Rezende, Professor de Ciência da Computação da Universidade de Brasília:
"A forma mais devastadora envolve a inserção de programa que adultera o Boletim de Urna (BU) junto com o correspondente mecanismo para o seu acionamento. Encerrada a votação, esse programa interceptaria a gravação em disquete e a impressão do BU para, por exemplo, antes, desviar uma porcentagem pré-programada dos votos de um candidato a outro.... Tais ações seriam relativamente fáceis de serem codificadas por um programador mediano que conheça o sistema."
Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado especializado em Direito Constitucional acrescenta:
"Pode-se, por exemplo, fazer inserir nos programas das urnas um comando para que, a cada quatro votos para um candidato, um seja desviado para outro candidato. Pior: este programa de desvio de votos pode ser programado para se auto-destruir às 17 horas do dia da votação, sem deixar vestígios, tornando inócua qualquer verificação posterior nos programas da urna."
Em outras palavras, as urnas podem chegar às zonas eleitorais já com seus programas adulterados de forma a propiciar fraudes, inclusive a nível nacional.
Impossibilidade de auditoria:
1) As urnas são inauditáveis porque não existe a impressão paralela do voto. As ONGs nos EUA e na Europa estão trabalhando no sentido de dar maior segurança às urnas eletrônicas e fazer valer a democracia. Nos EUA, 50% dos estados já estão com a legislação que exige a impressão do voto nas urnas eletrônicas. E na maioria dos países democráticos existem movimentos como o do Voto Seguro para forçar a materialização do voto.
O voto impresso não resolve 100% o problema de segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas atuais, mas constitui um avanço significativo na conquista da lisura nas eleições. Em caso de necessidade, pode-se fazer uma recontagem parcial ou total dos votos.
E possui uma implementação bastante simples, ou seja, todas as urnas brasileiras possuem uma impressora embutida para a impressão da rotina de abertura, denominada "zerésima" e do Boletim de Urna. As desculpas do TSE são de que "a impressora dá problema" e por isso não se pode imprimir o voto. E é a mesma impressora que imprime a Zerézima e os BUs, sem problema algum.
A idéia não é imprimir o voto para levar para a casa porque isto estaria contribuindo para a volta do voto de cabresto ou a compra de votos. Os votos impressos seriam colhidos automaticamente em urnas lacradas e, após o término da eleição, algumas seriam escolhidas por sorteio para fazer a contagem manual. Ou seja, seria muito mais difícil fraudar os dois sistemas - manual e eletrônico - simultaneamente.
2) A regulamentação das eleições deste ano retirou dos partidos políticos o direito de obterem cópias individuais dos BU impressos, o que inviabiliza a conferência de totalização dos votos. Segundo Amilcar Brunazo Filho, "Sem o BU impresso os partidos não terão como conferir a totalização dos votos e, um ataque (de fraudadores) neste campo é mais abrangente, sendo o que eu chamaria de "a mãe de todas as fraudes", pois poderia reverter até resultados fraudados na urnas-e pelo outro lado."
Além disso, é desejável que os BUs aceitos pelo sistema eletrônico de totalização sejam publicados na Internet na medida em que possibilitaria a comparação e auditoria entre eles e os BUs emitidos pelas urnas eletrônicas.
Próximas ações: O Voto Seguro entrará, em breve, com um novo pedido de dissecação e/ou penetração no sistema de segurança das Urnas Eletrônicas brasileiras e precisa do nosso apoio para "engrossar" ainda mais a sua lista de adesões.
Muitas pessoas já aderiram ao manifesto na PE Voto Seguro, entre professores, profissionais liberais, juristas, empresários, estudantes. Quanto mais adesões tiverem maior será a pressão junto ao TSE e maior a probabilidade de obterem resultados positivos.
Contamos com a ajuda de todos na adesão e divulgação deste documento. Basta ser brasileiro para poder participar deste manifesto. As adesões podem ser feitas no site: http://www.votoseguro.com/alertaprofessores

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA e,

POR UM BRASIL MELHOR!!!

Nossos sinceros agradecimentos!!!
http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/urna_eletronica_fraude.jpg
Referências Bibliográficas

Site Voto Seguro - http://www.votoseguro.com/alertaprofessores
Eleições 2006 : Falhas de segurança nas urnas eletrônicas, Amilcar Brunazo Filho - http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=382ENO001
Pedro Rezende: É possível violar a urna eletrônica? - http://www.softwarelivre.org/news/3163
New Fears of Security Risks in Electronic Voting Systems - http://www.nytimes.com/2006/05/12/us/12vote.html?ex=1149220800&en=7dbe9cb0518da1d7&ei=5070 (Necessidade de registrar no site; é grátis)
Diebold voting systems critically flawed - http://www.theregister.com/2006/05/14/diebold_e-voting_flaw/
Avaliação do Sistema Informatizado de Eleições - Relatório UNICAMP
http://www.tre-sp.gov.br/urna/rel_final.pdf
Diebold voting machines raise red flags in 3 states - http://www.ohio.com/mld/beaconjournal/business/14561489.htm
A fraude da urna eletrônica - Paulo Gustavo Sampaio Andrade - http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=1549
O mistério das urnas eletrônicas - Jornal ATARDE (04-06-2006) - http://www.atarde.com.br/
Em xeque, a segurança da urna eletrônica - Jornal do Brasil (11-06-2006) - http://www.jb.com.br